Funcionária de lotérica que pediu demissão após bilhete de R$ 29 milhões da Mega-Sena não consegue emprego há 3 anos em MT

  • 06/07/2026
(Foto: Reprodução)
Caso do bilhete premiado: investigada relata consequências após processo Clarice Simon, investigada por suspeita de furtar um bilhete premiado da Mega-Sena de R$ 29 milhões em uma lotérica de Sinop, a 503 km de Cuiabá, afirma que não consegue um novo emprego desde que o sorteio foi realizado e o processo teve início, em agosto de 2023. Segundo a defesa dela, a repercussão da investigação tem dificultado a recolocação dela no mercado de trabalho. O prêmio total, de R$ 116.232.513,11, foi dividido entre quatro apostas vencedoras: duas registradas em Sinop, uma em Fortaleza (CE) e outra em Uberaba (MG). Cada ganhador recebeu R$ 29.058.128,28. O valor referente ao bilhete em disputa permanece bloqueado por decisão judicial. A defesa afirma que o bilhete premiado foi impresso para uma cliente, mas apresentou um erro de impressão e acabou não sendo entregue. Segundo o advogado, para evitar prejuízo no caixa da lotérica, Clarice pagou o valor da aposta e guardou o bilhete com erro como comprovante, tornando-se a proprietária dele. A lotérica, por outro lado, sustenta que o bilhete com defeito continuava pertencendo ao estabelecimento e não poderia ter sido transferido à então funcionária. Ao g1, a Caixa Econômica Federal informou que não comenta processos em andamento. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp A investigação começou depois que Clarice pediu demissão da lotérica e informou que ela e o marido eram os ganhadores da aposta. Segundo a defesa, após descobrir que o bilhete havia sido premiado, o proprietário do estabelecimento alegou que o comprovante pertencia à lotérica e, por isso, teria direito ao prêmio. Em seguida, registrou uma denúncia contra o casal. A ex-operadora contou que a situação financeira da família mudou desde o início da investigação. Segundo ela, apenas o marido está trabalhando atualmente, já que não consegue permanecer nos empregos por causa do processo judicial em andamento. Clarice chegou a dar entrada na retirada do prêmio, no entanto, a Justiça bloqueou o valor milionário até que decida a quem pertence o bilhete premiado. "Hoje só meu esposo trabalha. Todos os serviços que eu arrumo, acabo não ficando porque as pessoas começam a falar da situação que aconteceu, que eu estou sendo acusada de roubo, e acabo perdendo o emprego", afirmou. Clarice também afirmou que a filha do casal precisa de acompanhamento médico porque nasceu com apenas um rim, o que aumentou as despesas da família. Ela disse que parte do tratamento é feita pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas que a médica responsável atende apenas na rede particular. Ao comentar os impactos da investigação, a ex-funcionária afirmou que desenvolveu depressão e perdeu 18 quilos desde o início do caso. Segundo ela, também deixou de atender ligações de números desconhecidos por medo de ameaças. Ela afirmou ainda que a principal dificuldade enfrentada pela família é manter o pagamento da casa financiada e conviver com o julgamento das pessoas. "Tenho fé em Deus que a Justiça vai ser feita porque eu não fiz nada de errado. [...] A maior dificuldade é poder transitar na rua sem as pessoas estarem te julgando", afirmou a ex-operadora. Segundo a defesa, a investigada nunca teve problemas no histórico profissional, mas deixou de conseguir emprego após o início da investigação. "A vida dela virou um inferno. Ela não tinha no histórico do trabalho dela nenhum problema e agora tem. O marido dela, que é caminhoneiro, está sustentando a casa pelos dois", afirmou o advogado. Quem vai decidir Segundo ex-funcionários, o compartimento não era um cofre, e sim um local onde a investigada costumava deixar a bolsa e objetos pessoais. Reprodução A defesa de Clarice também contesta um dos fundamentos da investigação: a informação de que o bilhete estava guardado em um cofre da lotérica quando teria sido furtado. Segundo o advogado, o compartimento citado no inquérito não era um cofre, mas um local onde a ex-operadora deixava a bolsa e objetos pessoais, prática que, segundo ele, também era adotada pelos demais funcionários. Para a defesa, essa circunstância enfraquece a acusação de que a ex-funcionária retirou clandestinamente o bilhete do estabelecimento (veja imagem acima). O advogado da família pediu que o processo deixasse a Justiça Estadual e passasse a tramitar na Justiça Federal. Segundo os advogados, como o prêmio da loteria é pago pela Caixa Econômica Federal, haveria interesse da União no caso. Eles também pediram que o processo criminal ficasse suspenso até que a Justiça decidisse quem é o verdadeiro dono do bilhete. O Superior Tribunal rejeitou o pedido. Entendeu que a lotérica seria a vítima porque o crime investigado é o furto do bilhete, que teria sido levado do cofre do estabelecimento. Segundo a decisão, o fato de o prêmio ser pago pela Caixa é um desdobramento do suposto furto e não altera a competência para julgar o caso. Com isso, o processo foi mantido na Justiça Estadual, onde continuará a tramitação da investigação por suspeita de furto qualificado. LEIA MAIS: Quando a investigação começou? De quem era o bilhete? Alguém retirou o prêmio de R$ 29 milhões? Onde estava o bilhete? O que aconteceu entre a emissão do bilhete e o suposto furto? 🔍Entenda a linha do tempo do suposto golpe, segundo a investigação: No dia do sorteio a funcionária da lotérica imprimiu um bilhete de aposta com defeito para uma cliente; Como o comprovante apresentou problema, um novo bilhete com os mesmos números foi emitido e entregue à apostadora; O bilhete com defeito não foi cancelado e foi guardado em um suposto cofre da empresa, que a ex-funcionária diz servir como armário; Ao sair o resultado da aposta, a funcionária retirou o bilhete defeituoso do compartimento; Em vídeo capturado pelas câmeras de segurança, é possível ver a funcionária com outra funcionária comemorando ao ver o bilhete, dizendo que iria na Caixa Econômica e precisaria que a colega cobrisse o trabalho; No dia seguinte, ela se apresentou com o marido como ganhadores do prêmio e pediu demissão; Os proprietários do estabelecimento desconfiaram da situação; Diante da suspeita de fraude, a Polícia Civil foi acionada para investigar o caso. O Ministério Público denunciou a funcionária e o marido pelo crime de furto qualificado por abuso de confiança. Bilhetes da Mega-Sena, em imagem de arquivo Marcelo Brandt/G1

FONTE: https://g1.globo.com/mt/mato-grosso/noticia/2026/07/06/funcionaria-de-loterica-que-pediu-demissao-apos-bilhete-de-r-29-milhoes-da-mega-sena-nao-consegue-emprego-ha-3-anos-em-mt.ghtml


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