'Foi uma emboscada', diz delegado sobre professor encontrado morto após 12 dias desaparecido em MT
09/10/2026
(Foto: Reprodução) Professor desaparecido pegou carona em moto antes de perder contato com a família em MT
O professor Breno Antônio Humberto de Morais, de 25 anos, foi vítima de uma emboscada antes de ser morto, segundo a Polícia Civil. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que ele cumprimenta um motociclista e sobe na garupa da moto. Para o delegado Bruno Abreu, o gesto indica que Breno conhecia o homem e não desconfiava do que aconteceria.
O corpo do professor foi encontrado nesta quinta-feira (8), em um córrego na Rua Juína, no bairro Capão do Pequi, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, após 12 dias de desaparecimento. Elias Samuel Delgado da Silva, de 26 anos, foi preso e teria confessado o crime, segundo a polícia.
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Em entrevista à TV Centro América, o delegado explicou que a familiaridade entre Breno e o motociclista reforça a hipótese de que ele foi atraído para o local do crime sem saber o que o aguardava.
"Foi uma emboscada para ele, tá? Dificilmente o Breno ia subir numa moto se não fosse alguém muito conhecido. Tanto que ele vai ali com o capacete, ele bate na mão da pessoa, então a pessoa já é conhecida dele, o motoqueiro, né? E leva ele para o local do crime", afirmou.
Elias é pai de uma das crianças que estudavam na creche onde Breno trabalhava. Segundo informações preliminares repassadas à polícia, ele mora na esquina do local onde o corpo foi encontrado e teria indicado aos policiais onde havia deixado a vítima.
Segundo a defesa de Elias, representada pelo advogado Ronaldo Meirelles, Elias já havia comparecido à delegacia na última sexta-feira (2) para prestar esclarecimentos. Segundo ele, a prisão foi uma surpresa.
"Ele alega que é inocente, só conhecia o professor porque o filho do Elias estuda onde o Breno dá aula", explicou.
Dedicação a profissão
Durante a investigação, a polícia também ouviu pessoas e levantou informações sobre a vida do professor. Segundo o delegado, Breno era querido por quem convivia com ele.
"A personalidade da vítima, a retrospectiva da vida dela, a gente sempre faz, né? Nesses casos de homicídio. A gente não detectou, pelo contrário, né? A gente viu que era uma pessoa muito querida", disse.
O irmão gêmeo do professor, Bruno Humberto, também falou sobre a relação de Breno com a família e a dedicação ao trabalho com as crianças.
"O Breno é uma pessoa muito querida, uma pessoa que ajuda todo mundo, é uma pessoa que não mede esforços para ajudar a família. Ele ama o que faz, ele ama cuidar das crianças", afirmou.
Entenda o caso
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O desaparecimento de Breno chamou a atenção da família depois que o irmão gêmeo dele, Bruno Humberto, recebeu mensagens enviadas pelo celular do professor. Segundo Bruno, a forma como os textos foram escritos levantou suspeitas. A família então pediu uma foto para confirmar que Breno estava bem, mas a imagem também causou desconfiança porque as tatuagens que ele tem no braço não apareciam.
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Uma câmera de segurança próxima à casa do professor registrou o momento em que ele pegou carona em uma moto na noite de sábado (26), data em que foi visto pela última vez pelos familiares. Nas imagens, Breno aparece de camiseta preta e short claro, parado próximo a um muro enquanto espera pela moto. Segundo a família, não foi possível identificar o veículo (assista abaixo).
Outro detalhe que chamou a atenção da família foi a camiseta que Breno usava na foto. Segundo os familiares, a roupa era diferente da que ele vestia quando saiu de casa.
Conforme o irmão, Breno não sai de casa sem avisar ou manter contato com a família. Segundo ele, a pessoa que se passou pelo irmão manteve contato até por volta de 23h30, e 00h desligou o rastreador do aparelho.
Breno Antonio Humberto de Morais está desaparecido desde a noite de sábado (26).
Reprodução
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