Avante lança Antônio Galvan como candidato ao Senado por Mato Grosso
05/08/2026
(Foto: Reprodução) Antonio Galvan
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O Partido Avante confirmou a candidatura de Antônio Galvan ao Senado. A decisão foi tomada durante convenção realizada nesta terça-feira (4).
O produtor rural Antônio Galvan filiou-se ao Avante em março de 2026, após deixar o Democracia Cristã (DC). A mudança ocorreu depois de um impasse com a direção nacional da legenda sobre os planos políticos do partido para as eleições deste ano.
Outras candidaturas aprovadas na convenção:
Charles Fernando
Ivina da Enfermagem
Jamilson Moura
Lidiane Aburad
Luís Costa
Maicon Pereira
Mirão
Paula Boaventura
Pr. Neviton
Calendário de convenções
As convenções são os eventos em que os filiados dos partidos se reúnem para escolher os candidatos nas eleições. A data limite é 5 de agosto.
Na sequência, os nomes devem ser registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até o dia 15 de agosto. A campanha eleitoral começa oficialmente no dia seguinte.
Nas eleições deste ano, em 4º de outubro, os brasileiros vão votar para:
presidente;
governador;
Senador (duas vagas por estado);
deputado federal;
deputado estadual.
Trajetória de Antônio Galvan
O produtor rural Antônio Galvan filiou-se ao Avante em março de 2026, após deixar o Democracia Cristã (DC). Ele ganhou projeção nacional durante a presidência da Aprosoja-MT.
Em 2021, foi alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), em uma investigação sobre suposta incitação a atos violentos e ameaças à democracia. Na ocasião, ele afirmou que os policiais não encontraram nenhuma irregularidade em sua residência.
No mesmo ano, também passou a ser investigado por suposta participação na organização e no financiamento de atos antidemocráticos realizados em 7 de setembro de 2021. A apuração investigava a suspeita de uso de recursos da Aprosoja para custear manifestações que defendiam o fechamento do Congresso Nacional e do STF. Galvan negou as acusações, afirmou que nunca utilizou a entidade para fins políticos e disse que apenas exerceu o direito de se manifestar como cidadão.
Em 2022, disputou uma vaga ao Senado pelo então Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), mas não foi eleito. Durante a campanha, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) manteve uma multa de R$ 10 mil por impulsionar, nas redes sociais, uma propaganda eleitoral considerada negativa contra adversários, prática proibida pela legislação eleitoral.